4 de jan de 2010

Heróis



Como em toda juventude
Unidos por um ideal
Representando uma geração
Tornou-se frio e delirante
Idéias chegam ao fim
Seguidas da morte.

Será mesmo que a morte existe?
Indigente, excessivo, genial
Definitivamente alcançou a imortalidade

Como poucos em seu tempo
Liderou um estilo
Ideal reformulado
Frieza com fulgor
Fraqueza acidental.

Deixou seu nome marcado
Uma canção inesquecível
Atordoando quem ouve
No coração havia um toque
E depois acabou.

Rotas desconhecidas percorreu
Homem de fé e exatidão
Outorgou sua marca
A marca que ficará por muito tempo
Diante dos olhos
Sempre á vista da humanidade

Juntos numa revolução
Organizou a revolta
Num redemoinho de psicodelia
E mesmo assim
Saiu com a vitória

Corpo estripado no chão
Ondas de sangue nas paredes
Banalização jamais
A trégua acabou
Influência direta em nós
No auge da juventude.

Janelas abertas para o mundo
Impresso um rótulo
Mas com um objetivo
Incondicional e alcançado.

Juno e Vênus inspiraram
A maior de todas
Numa caminhada íngreme
Iniciada e terminada com sucesso
Sentido e paixão.

Mortalmente confuso
Originalmente simples
Redige as canções
Redige a filosofia
Ingenuidade inflexível
Sobrou não apenas
Ossos e escombros
Naquela rua jaz o espírito superior.

Alberto.

2 de jan de 2010

Diálogos


Breves noites

De céu claro
Penumbra alarmante
Presa no ermo

O fim nos aguarda
Nunca mais como antes foi
Nos encontraremos
Antes de tudo passar

Novamente só
Mente reprimida
Estrelas negras
Com o sabor da dor

A luz está longe
Vejo o feixe distante
Quase inatingível fulgor
Afastando-se lentamente

Sete pontos da cidade
Onde os tesouros estão
Guardadas por sete chaves
E sete cavaleiros armados


Onde está minha liberdade?
Onde está meu amor?
Vontade aflorada
De cair no caos imediatamente

Milhares de almas
Oferecem-me companhia
Elas dizem “Venha conosco
não há nada pra você aqui”

Hei amigo, venha cá
Hei amigo, não me deixe
Vamos queimar a noite
Vamos nos deitar na escuridão

Não estou cego de fortuna
Pois vejo a luz da morte

Atentamente
Me procurando

Estou apagado
Escondido em aforismos
Oculto do mundo

Do tempo, dos dias.

Escrevo minha história
Com linhas negras e borrões sombrios
De tinta seca
Um passado escondido

Meus olhos vêem
Faces escondidas lá fora
Cercando-me
Interrompendo minha rota

A energia me consome
Sou mais forte agora
Leito de morte preparado
Para ocasiões subsequentes

Um beijo roubado em Glastonbury
E então abri meus olhos
Libertei-me do negro
Que consumia meu coração.

Existe luz na caverna escura?
Existe amor num mundo injusto?
E as pessoas dançam
Dançam para o brilho

Ainda às vezes

Vozes me perturbam no calar da madrugada
Propostas inocentes persuasivas
Mas não, não dessa vez

Já posso seguir em frente agora
Segurando minha espada
Enfrentando antigos inimigos
Com novas e poderosas armas

Nenhum mestre da guerra
E nenhum senhor do alarde
Vai apagar meu fogo
Fogo que brilha e ilumina

Almas perdidas
Paralelas às emoções
Voltem para mim
Vamos caçar

Vivo numa dimensão só minha
Onde luz e trevas se ofuscam
Os papéis de invertem
E o céu é mais lindo

Gotas de chuvas que batem no seu rosto
E descem como lágrimas de felicidade
Dos olhos mais lindos
Da face mais obscura

Tenho um amigo
Que tem um amigo ruim
Digo a ele “venha comigo
vamos cantar juntos”

O dia que nosso sol se pôr
Talvez entenda
Que você era meu vento
E me empurrava para o alto

Os sonhos mudam
E eu andaria no fogo
O dia que nosso dia virar noite
Voltarei àquele tempo perdido nas trevas

Nas profundezas da minha alma
Aqueles tempos obscuros
São apenas
Lembranças ruins

Há um segredo sobre o passado e o futuro
“Seja dono de seus dias
Trace linhas vermelhas jorrando seu sangue
Ou douradas como a luz de seus olhos”

As marés do tempo são passageiras
Não desperdice seu amor
Pensando nas sombras
Vivendo no escuro

O arco-íris é colorido

E a juventude será sábia
Quem diz que o amor vai nos dilacerar

Sabe que nunca o conheceu

É difícil seguir sozinho
Sempre é possível mudar de caminho
Nem tudo que eu toco vira ouro
Mas tudo que eu vejo se transforma em flores

Mesmo se as montanhas caíssem no mar
Iríamos caminhar de mãos dadas
Nos falando por olhares
E a chuva molhando nossos cabelos

Demorei uma vida
Para não tirar os olhos de alguém
Que tenha os ouvidos para dividir
E vamos viver o tempo todo

Todos temos um lado negro
A lua tem um lado negro
Mas um dia alçaremos vôo
E voltaremos para casa

O hoje é o dia mais feliz
O amanhã será o dia mais feliz
Amores e amigos passados
Vivos dentro de você

Noites e dias e tardes e manhãs e tudo
Não se esqueça do depois
Num simples olhar
Pode cativá-lo

Versos são palavras
E palavras têm um significado
Você já sonhou com seu amor hoje?
Amanhã ele pode não estar mais lá.



Alberto.

Jaz Eterno

Nesse mundo abastado de imoral
Imortal o que diz, fazes, pensaste.
Imundo de sua escória, ser banal
Moral,
ide embora para morreste.

Vida esta tão vã, aqui dirá
s
Amarás como a uma doce bétula.
Desta existência ,que acabarás
Verás como tu és falsa, incrédula.

Terás, ó dor, o meu pranto incurável
Imensurável como quando pensas.
De todas as guerras, a mais afável
Amável, pois sua flâmula ostentas.

Se tu estás sem utopia, pragueje
Veleje em tua terra para o te
rror.
E trarás tardio seu sangue, diverge
Inveje ,que verás o medo e dor.


Da tua carne só cinza restará
Existirá nulo , desfalecido.
Ardes, queimas, e sobreviverá
Viverá um coração destemid
o.

Tens uma alma para imortalizar
Sonhar com tudo realmente importa.
Pois no final, que nada vai restar
Mudar será sim a chave da porta.

Alberto.