11 de jan de 2011

O Rock 'n Roll nunca morrerá!

A platéia grita eufórica esperando seu astro
Jimi Hendrix sobe ao palco louco de bêbado
Johnnie Walker’s jogados pela janela do hotel
Várias putas na noite passada, e na retrasada também
Mas não há o que dizer sobre o que ele fazia
Ele era Jimi Hendrix, e só estava começando.

Paul e George viram as coisas ficarem maiores
Maiores do que alguém pode suportar sem pender.

Bob Dylan, o rei do protesto, a voz da nova geração
Em tons folclóricos surgia uma nova lenda
Dessa vez escolhendo o amor que deveria escolher
Mas e daí que as músicas dele tinham um cheiro insano?

E na levada da má reputação, algo muda
Jimmy Page diz “deixe o final da festa por minha conta”
Algo que não se pode mais pesar ou medir
Algo para se sentir nas veias.

Garrafas de whisky quebradas
São as lembranças do velho show
E as noites sem alvorada
Abandonam seu esplendor.

Freddie apodreceu sem preservativo
Janis foi sua própria heroína
Jim sumiu num passe de mágica
Hendrix foi o refluxo da geração
Ben se afogou na grande onda
Bonham e Lynott beberam as carências da fama
Moon foi pra lua junto com o espírito da sua banda
Raul foi sua loucura exagerada
John levou um tiro na cabeça.

Onde está a sensação de tudo isso?
Muitos são os que já foram
Poucos os que ainda estão
E loucos os que vierem.

Ninguém nunca vai ressuscitar o Rock ‘n Roll
Ele está vivo, com o coração pulsando
A cada acorde dessa canção.

Alberto.

















Foto: show Paul McCartney, 21/11/2010, estádio do Morumbi, São Paulo.
Nesse dia, 65 mil pessoas tiveram a certeza de que o Rock ainda vive.

5 de jan de 2011

Anjos Negros

Depois da meia noite, tudo fica mais obscuro
Olhos brilham escondidos na escuridão
Da madrugada silenciosa que se segue e não cessa
E pode não mais apontar as rotas novamente.

A visão é cega e improfícua na sombra
Não há luz, não há nada
Apenas espectros, viajantes noturnos
Com a missão de vagar no ermo.

Os anjos negros saem em caçada
Com flechas, espadas e corações malditos
Para estraçalhar as outras criaturas da noite
E reinarem soberanos no império sombrio.

As nuvens submergem sublimes no céu lúgubre
Transportando os infiéis funestos seres
Em suas temíveis faces, sede de sangue
Em seus letais olhos, terror e medo.

Desbravando a escuridão e a sombra do mundo negro
O império das sombras forma seu exército
Pronto para tirar vidas e trazer a devastação
E transformar o dia em noite numa só investida.

Sem piedade, sem clemência, sem compaixão
Ameaçam o mundo cristão com facas e penas
Anjos negros vindos dos confins gélidos da Terra
Batem à porta dos homens em seu descanso noturno.

Em sonhos, anunciam sua temível chegada
Em fatos, consomem a humanidade e bebem o vinho vermelho
Que um dia fora a água benta e salvadora dos fiéis
Da santa sacristia que tem agora seu altar arruinado.

Civilizações e florestas em chamas ardentes e flamejantes
Os grandes cavaleiros angelicais cumprem sua jornada
De ódio e de temor por toda esse planeta fétido
Orbe nefasto, distante e longínquo em sua perdição.

Homens matavam homens, anjos matavam espectros
Anjos matavam homens, e o planeta caiu e ruiu
E agora não há mais o mundo dos homens, dos anjos e dos espectros
Agora... não há mais mundo.

Não há mais
Não, não há
Mundo não há
Para quem ficar.

Alberto.