27 de jul de 2011

luzeiros

Diz pra não irmos ao mesmo lugar
Onde as luzes acendem o fogo novamente
Da maneira estivemos ao junto caminhar
Não sorria aos meus olhos assim diferente.

Nostálgico dia de ardor interminável
Quintessência encontrada na boulevard
Volte para o fim da noite memorável
Não exigi não mais te encontrar.

Alberto.

A Praça

Desapego em vão
Uma noite de luar
Ares de perdição
Não posso respirar
Sem uma direção.

Final da noite fria
Que tudo era tempo
Como nos que convencia
Que luxo é passatempo.

As mãos entrelaçadas
Numa calçada distante
Delineando alvoradas
Quebrando o diamante.

Eu sou pálido sentimento
Trilho um caminho sem vento
Meus pés estão na estrada
E comigo não levo nada.

Alberto.


3 de jul de 2011

Sempre lidei bem com as palavras,
Mas, desta vez, elas fogem do meu alcance.
Ando perdido em aforismos, impassível.
Acho que eu não sei falar de amor.
Não gosto de idealizar possíveis paixões,
E isso às vezes me machuca.

Alberto.